{"id":278,"date":"2013-06-29T23:53:14","date_gmt":"2013-06-30T02:53:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.noritvy.com\/?p=278"},"modified":"2013-07-21T14:58:54","modified_gmt":"2013-07-21T17:58:54","slug":"o-nascimento-de-um-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.noritvy.com\/?p=278","title":{"rendered":"O nascimento de um mundo"},"content":{"rendered":"<p>Bem, com prometido no pen\u00faltimo post aqui, hoje volto para falar um pouco mais do mundo de Noritvy em si, deixando o futebol de lado.<\/p>\n<p>Sabe, o curioso \u00e9 que, enquanto eu escrevia &#8220;O Retorno&#8221; e mesmo antes, quando eu ainda estava rascunhando a historia que se passaria antes de &#8220;O Retorno&#8221; que eu acabei deixando de lado (e que sim, pretendo publicar um dia), eu nunca me peguei pensando em como seria o mundo onde a historia se passaria. Pensava em Arlon com grandes campinas verdejantes, em Erdan com seus campos f\u00e9rteis cortados v\u00e1rios rios e s\u00f3. Na verdade nem pensava em outros reinos (tanto que pouco, ou, para ser preciso, quase nada \u00e9 dito deles no livro), n\u00e3o me preocupava com isso.<\/p>\n<p>Acontece que em 2005 (sim, \u00e0 longos oito anos!) eu comecei a bolar um site para promover os personagens deste mundo de fantasia que eu come\u00e7ara a criar. Naquela \u00e9poca, a \u00fanica coisa que eu tinha escrito era a primitiva primeira vers\u00e3o de &#8220;O Retorno&#8221; e o conto &#8220;Irm\u00e3s&#8221; (que dentro em breve voc\u00eas ter\u00e3o a chance de desfrutar (mas isso \u00e9 assunto para outro post) mas j\u00e1 tinha pensado em v\u00e1rios personagens, varias historias e o continente de Noritvy come\u00e7ava a surgir embora ainda n\u00e3o tivesse uma forma precisa.<\/p>\n<p>Conversando com um amigo virtual, Rodolfo Avarellos, eu comentei com ele a situa\u00e7\u00e3o, a minha incapacidade de definir o formato do mundo e a minha falta de talento com o Photoshop (e cong\u00eaneres). Foi ai que ele veio me salvar. Ele sugeriu que eu abrisse um arquivo em branco bem grande no Adobe, selecionasse a ferramenta l\u00e1pis e desenhasse de olhos fechados para ver o que sairia. E saiu o mapa que voc\u00eas j\u00e1 conhecem (ou quase).<\/p>\n<p>E, sabem, foi bom, pois eu gostei do resultado (se n\u00e3o tivesse gostado eu n\u00e3o usaria, n\u00e9?) e, o mais importante, ao menos para mim, \u00e9 que ele saiu bem irregular, bem natural, afinal, continentes s\u00e3o massas de terra que sofrem eros\u00e3o, efeitos de mar\u00e9s, ventos, etc, n\u00e3o tem como ser uma forma geom\u00e9trica perfeitinha, n\u00e3o \u00e9 mesmo?<\/p>\n<p>Definido o mapa, o passo seguinte foi onde colocar Arlon e Erdan. As caracter\u00edsticas de cada reino estavam mais ou menos definidas, com Arlon sendo um grande vale verde de clima ameno, cortado por um grande rio e no meio de duas cordilheiras e Erdan ficando mais ao sul, num delta f\u00e9rtil e com clima mais quente.<\/p>\n<p>Colocado os dois e desenhado os rios e as cordilheiras, resolvi acrescentar desertos, mais rios e o mapa finalmente tomou forma. Faltava agora ocupa-lo. Aqueles que leram &#8220;O Retorno&#8221; sabem que o livro se passa basicamente em Arlon e Erdan e, at\u00e9 ent\u00e3o eu n\u00e3o havia pensado em mais nenhuma na\u00e7\u00e3o. Desenhando o mapa, me veio o estalo do Reino Alado, de onde coloca-lo, uma vez que ele era citado no livro mas de maneira muito r\u00e1pida. Fora isso, nada eu bolara e nada t\u00e3o cedo eu bolaria. Tanto que no mapa de 2005, na legenda dele, dizia que, fora os tr\u00eas reinos, haviam apenas varias cidades estado espalhadas pelo continente.<\/p>\n<p>Varias cidades estado \u00e9 algo que soa como uma solu\u00e7\u00e3o pregui\u00e7osa, n\u00e3o? E de fato havia sido. Mesmo nos poucos contos escritos por mim no per\u00edodo entre 2005 e 2011, eu ainda n\u00e3o abordava nenhum reino, me contentando com a solu\u00e7\u00e3o pregui\u00e7osa mesmo. Isso come\u00e7ou a mudar quando comecei a preparar a vers\u00e3o do livro que foi publicada e, em paralelo \u00e0 esta, o guia de material complementar de\u00a0 Noritvy (cujo link para download se encontra na parte de extras do site) e come\u00e7aram a brotar ideias de como ocupar melhor o mapa de Noritvy.<\/p>\n<p>Primeiro aprofundei melhor a ideia da Confedera\u00e7\u00e3o de Cidades Estado que fica na pen\u00ednsula oriental. Criei uma cidade l\u00edder, uma cidade fundadora, uma certa rivalidade e algum &#8220;background&#8221;.<\/p>\n<p>Depois resolvi trabalhar no conceito dos reinos an\u00f5es. Decidi de cara que, apesar de serem reinos da mesma ra\u00e7a, seriam reinos culturalmente opostos. A grande inspira\u00e7\u00e3o para Griffia, o reino dos an\u00f5es cavaleiros de grifos, foi a cultura inca e andina, n\u00e3o que voc\u00ea v\u00e1 encontrar um an\u00e3o tomando ch\u00e1 de coca l\u00e1 ou torcendo pelo Sporting Cristal. Na verdade me inspirei nas cidades elevadas deles, ligadas por estradas escavadas nas rochas e pontes de cordas, nas suas roupas coloridas e nas suas planta\u00e7\u00e3o em encostas. Os an\u00f5es de Griffia encarnam bem o lado fanfarr\u00e3o e expansivo do t\u00edpico an\u00e3o de jogo de rpg.<\/p>\n<p>J\u00e1 os an\u00f5es\u00a0 das Montanhas Negras, bem, s\u00e3o o inverso dos seus primos de Griffia e, embora, em parte, sejam realmente inspirados no lado mesquinho dos an\u00f5es da obra do Professor Tolkien, tamb\u00e9m s\u00e3o inspirados numa fonte mais antiga, da qual o professor tamb\u00e9m bebeu: os an\u00f5es dos mitos n\u00f3rdicos, trancados em seus pal\u00e1cios, criando fungo atr\u00e1s das orelhas sentados nas suas pilhas de ouro. T\u00e1, tudo bem que os meus an\u00f5es das Montanhas na verdade est\u00e3o mais pro Zangado da Branca de Neve do que para o Andvari do mito n\u00f3rdico mas acho que deu para captar a ideia, n\u00e3o?<\/p>\n<p>Quando eu estava preparando a parte de religi\u00f5es do guia de material complementar, tive a ideia de fazer uma religi\u00e3o de adoradores do sol com trajes inspirados nos \u00e1rabes, uma ideia n\u00e3o muito original, uma vez eu joguei um jogo de rpg que tinha algo parecido mas eu gostei da ideia, fazer o que? E resolvi dar \u00e0 eles uma cidade estado &#8220;sagrada&#8221; e, como no mapa eu ainda n\u00e3o havia citado nada na por\u00e7\u00e3o sul deste, decidi que ela ficaria na &#8220;porta de entrada&#8221; do grande deserto do sul, na beira do \u00fanico rio permanente deste, quase uma cidade eg\u00edpcia na beira do Nilo.<\/p>\n<p>\u00c9, acho que j\u00e1 me estendi demais por hoje. E, acreditem, h\u00e1 mais o que falar. Por isso, semana que vem eu volto com &#8220;O nascimento de um mundo &#8211; parte 2&#8221;. Abra\u00e7os e um\u00a0 bom domingo!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bem, com prometido no pen\u00faltimo post aqui, hoje volto para falar um pouco mais do mundo de Noritvy em si, deixando o futebol de lado. 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