Arquivo do mês: maio 2013

Bandeiras e Brasões

Brasões e Bandeiras

Após falar dos brasões das famílias, hoje vou falar sobre a criação das bandeiras e dos brasões dos reinos e de suas capitais. Este é o post que eu disse que tinha que ter vindo antes do post anterior mas que eu resolvi inverter a ordem. E vocês já saberão o porque em breve.

Arlon & Erdan: Impossível falar de um sem falar de outro e, sendo assim, falarei dos dois ao mesmo tempo. Arlon tem o único brasão descrito em “O Retorno” e, ainda assim, mal e porcamente: eu apenas falo que é dividido em quatro campos, reunindo o azul da rainha com o vermelho e branco do rei e com a rosa da rainha no campo superior direito do brasão.

Na hora de passa-lo para o papel, bem, aí foi mais complicado. De cara eu havia decido que o brasão dos Fornorimar (a família do rei) seria uma fortaleza amarela e decidi que ela e a rosa da rainha ficariam em diagonal e ambos sob campos azuis.

Restava então o vermelho e branco do rei. No desenho original, em menores dimensões e com pior resolução gráfica, eu coloquei os dois campos restantes como brancos com uma borda vermelha e, aparentemente ficara bom.

Feito o brasão de Arlon, decidi bolar o de Erdan. Se o de Arlon era dividido em quatro campos, o de Erdan seria dividido em dois. Se o de Arlon era azul, vermelho e branco, decidi que o de Erdan seria verde, vermelho e branco, com o verde fazendo referencia à fertilidade das terras do reino. E assim o brasão de Erdan ficou sendo um brasão dividido em dois onde a metade esquerda (de quem olha) era verde, lisa e a outra branca com uma borda vermelha (como em Arlon) com o castelo dourado do rei no centro.

Algum tempo se passou, lancei o livro, comecei a bolar o site e resolvi refazer o brasão usando imagens heráldicas vetoriais que eu achara na internet.

Quando eu refiz o brasão de Arlon, de cara o campo branco com borda vermelha não me agradou muito mas eu resolvi manter. Agora, quando refiz o de Erdan, bem, com o perdão da má palavra, ficou uma merda. E resolvi, por falta de idéia melhor, que ele passaria a ser meio verde, meio vermelho, sem branco.

Um pouco frustado com os brasões, resolvi desenhar as bandeiras para me distrair. Enquanto eu nao conseguia chegar à um formato definitivo para a bandeira de Arlon, a de Erdan foi simples: uma bandeira com três listras, a superior verde, a do meio branca e a inferior vermelha, num tom mais escuro que o do brasão , onde o verde representaria a prosperidade, o branco a paz e o vermelho escuro o sangue que precisou ser derramado para alcançar os dois primeiros. Desenhado tudo, olhei e pensei: “pqp, ta parecendo a bandeira da Hungria” mas, como eu gosto da bandeira húngara, mantive o desenho e passei a me ocupar dos brasões e da bandeira de Arlon.

Acontece que, pesquisando por idéias na internet, não me lembro por que, eu abri uma imagem do brasão da Hungria e um estalo me ocorreu. Em vez do campo branco com borda vermelha ou do campo todo vermelho, porque não usar um campo listrado vermelho e branco? E antes que me perguntem, o brasão da Hungria é dividido em dois campos verticais onde o campo da direita do brasão é vermelho e branco listrado e o da esquerda vermelho com colinas verdes na base e uma cruz branca fincada no topo destas.

Para não ficar uma copia total, mantive o campo verde todo verde e à direita do brasão de Erdan e o campo listrado à esquerda com o castelo no centro.

Apliquei o padrão listrado no brasão de Arlon e esse ficou igualmente bom. Tendo aprontado os dois brasões e a bandeira de Erdan, faltava apenas a bandeira de Arlon. E, acreditem, não foi fácil.

Eu fiz 12 modelos de bandeira antes de escolher um, com a ajuda do meu irmão e do meu amigo e colaborador Nikolas. Tentei padrões de listras diagonais, cruzes centrais (como a da bandeira inglesa), cruzes nórdicas (como a da bandeira sueca) usei vermelho e branco, vermelho, azul e branco e até vermelho, branco e amarelo e nada.

Por fim, pensei: “Se Erdan é a Hungria, por que não Arlon ser a Áustria?” Desenhei uma bandeira com três listras horizontais iguais, duas vermelhas e uma branca, onde as vermelhas representariam as montanhas que cercam o reino e a branca o vale onde o reino fica e, dentro do campo da “homenagem ao antigo reino do sul de onde veio a rainha” acrescentei duas finas faixas azuis separando as faixas vermelhas da branca.

Reino Alado: para contrastar com o vermelho e branco abundante em Erdan e Arlon, de cara decidi que as cores do Reino Alado seriam o verde e o amarelo.

O brasão da capital alada tem uma concepção simples: uma águia dourada (que representa o povo) surgindo de trás de colinas verdes (que representam as montanhas onde se situa o reino) e uma coroa aos pés da águia, representando o poder real.

A bandeira foi mais simples ainda mas me agradou profundamente e é até hoje uma das minhas favoritas: uma águia dourada, no estilo usado pelas legiões romanas num fundo verde com uma borda dourada. Simples mas funcional, não?

Griffia: para o reino dos bravos anões cavaleiros de grifos, escolhi as cores cinza e amarelo, uma combinação não usual, com o cinza representando as rochas da cordilheira central (onde fica o reino) e o amarelo a riqueza extraída desta.

O brasão da capital, Tilania, é dividido em quatro campos, dois cinzas e dois amarelos, onde, nos campos cinzas, se vê dois machados dourados cruzados e, em cada um dos amarelos, um grifo cinza.

A bandeira de Griffia é simples: dividida em dois campos verticais, um cinza e um amarelo, com um grifo em cada campo, na cor do campo oposto e encarando o outro grifo. De todas é a que menos me agrada mas, por outro lado, não consegui pensar em nada diferente.

Reino das Montanhas Negras: o outro reino dos anões. Para este escolhi as cores negra (referencia obvia ao local onde ele fica) e dourado, como símbolo de prosperidade.

Assim como na maioria dos casos, primeiro eu criei o brasão, no caso, da capital, a cidade subterrânea de Negrurian. O brasão é dividido em uma área dourada, inferior e uma negra, superior, na proporção 2:1, com a diferença de que, em vez de fazer uma linha reta separando as duas cores, optei por fazer um denteado, como se houvessem montes dourados penetrando o negro ou estalactites negras penetrando o dourado. E a idéia desse desenho é dupla, com a linha denteada representado tanto a fortuna acumulada pelos anões sob os seus tetos de rocha negra quanto as estalactites que descem do teto.

Na faixa negra optei por pôr duas ferramentas douradas cruzadas, representando o trabalho anão e, na dourada, optei por pôr uma roda dentada negra, representando a engenharia anã.

A bandeira é simples mas como eu imagino os anões das montanhas negras como um povo simples, combina com eles. Ela é toda negra, com borda dourada e as mesmas ferramentas presentes na faixa negra do brasão de Negrurian.

Acho que por hoje é só leitor. E sim, desta vez não coloquei links para os brasões, mas por um bom motivo: se fores na barra do topo do blog e apertares em “Extras”, surgirá varias opções, dentre elas “Bandeiras” e “Heráldica” onde poderás ver os brasões dos quais falei aqui.

Até um outro dia!

Ps: se quiseres perguntar algo ou comentar qualquer coisa, é só escrever aqui embaixo!

As casas de Noritvy

Na verdade, na verdade, esse post aqui esta fora de ordem. Antes de escrever sobre os brasões das principais famílias do continente, eu deveria falar dos brasões dos reinos pois, como verão abaixo, muitos estão intimamente correlacionados aos símbolos dos principais reinos do continente de Noritvy, mas me deu vontade de fazer o contrario.

Bianchi: é obvio que esse seria o primeiro brasão do qual eu falarei. O brasão dos Bianchi, como pode ser visto aqui, é azul, com uma cruz branca e uma rosa vermelha cruzada por cima. O brasão está intimamente associado à história do casal que fundou a casa no continente de Noritvy, trazendo a cruz como símbolo da fé introduzida por ele e a rosa como o presente que ele deu à ela. Inicialmente eu pensei em um brasão branco, uma vez que esse é o significado de Bianchi mas achei que ficaria um tanto “pobre”. Como azul é a cor dos detalhes da armadura do Cavaleiro Branco e o primeiro a usa-la foi justamente o fundador da casa, achei que tinha à ver.

Fornorimar: este é o brasão que justifica aquele parágrafo inicial. Quando estava escrevendo “O Retorno” e bolei o brasão do Reino de Arlon, de cara defini que as cores dos Fornorimar seriam branco e vermelho mas eu nunca havia pensado em como seria o brasão propriamente dito. Só parei para pensar nisso quando comecei a refazer os brasões dos reinos com imagens vetoriais. Inicialmente o brasão de Arlon era dividido em quatro campos, com dois azuis, nas cores dos Bianchis e dois que seriam brancos com borda vermelha mas, na hora de passar pro vetorial, ficou feio, assim optei pela padrão listrado vermelho e branco. Na hora de desenhar o brasão, foi simples: o padrão listrado no fundo, o castelo, que eu havia definido como o símbolo da casa Fornorimar, devido às fortalezas fundadas por eles e duas espadas cruzadas atras. Ah, o brasão pode ser visto aqui.

Ralit: embora eu fale muito pouco da casa de Ralit em “O Retorno”, é uma casa que criei para ser a casa rival dos Bianchi. Como é uma família de cavaleiros, adotei o cavalo como símbolo deles e, para fazer contraste para o azul dos Bianchis, adotei o vermelho como cor de fundo. Os raios no brasão, que se vê aqui, eu acrescentei após escrever o texto sobre as espadas lendárias (que faz parte do livreto “Noritvy: Material Complementar” que pode ser baixado na seção de Extras aqui do site) quando defini qual seria a arma lendária dos Ralit.

Tull: a casa de Tull é a casa governante do povo alado e, quando eu comecei a criar as bandeiras dos reinos e seus respectivos brasões, decidi que as cores do Reino Alado (o reino dos ahatars) seriam o verde e o amarelo e que o animal símbolo deles seria a águia. Assim é normal que o brasão da casa de Tull tivesse todos esses elementos. Alias, o brasão pode ser visto aqui.

Assus: outra casa pouco citada em “O Retorno” (para não dizer não citada), comanda o reino dos anões cavaleiros de grifos, por isso, no seu brasão, coloquei dois grifos amarelos junto de um martelo, como podem ver aqui.

Petrin: a outra casa real dos anões, a casa de Petrin governa o reino subterrâneo das Montanhas Negras, que, na minha concepção, seria um reino de escultores e artesãos, por isso, no brasão, como pode ser visto se clicar aqui eu usei ferramentas de escultor e as cores negra e amarela, que defini sendo as cores do reino das Montanhas Negras.

Aquamarine: essa casa, que não é citada em “O Retorno” surgiu por causa do brasão. Sim, é serio. Eu estava “brincando” de criar brasões, procurando imagens vetoriais adequadas quando encontrei um desenho bem legal de uma ancora dourada. Acrescentei ondas ao fundo, dois leões marinhos e “voi lá”, criei o brasão que eu acho o mais bonito de todos (e que vocês podem conferir clicando aqui). Diante de um brasão legal eu pensei que a família merecia uma história legal e assim, estabeleci que o fundador do clã, o primeiro Duque de Aquamarine seria um filho bastardo do segundo rei de Sudher (ou seja, um Bianchi) com uma elfa nobre casada, o que faria deles um ramo colateral e parente distantes da casa de Bianchi, ou seja, de Lucca e cia. E se ficastes curioso sobre eles, leitor, saiba que abordarei mais essa casa em historias que pretendo lançar futuramente.

E ai? De qual brasão você gostou mais, leitor? De qual família queres saber mais? Deixe seu comentário e, dentro do possível, responderei à todas as perguntas.