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Olá de novo. Sei que prometi postar aqui quando o Volume II já estivesse disponível para compras mas, minha vida anda tão doida que atualizei a pagina, coloquei o link para compra na barra fixa e esqueci de postar aqui.

Pois bem, “Crônicas de Noritvy – Volume II” já está à venda, via Amazon. Tanto para Kindle quanto em papel.

Infelizmente a Amazon mudou o sistema de entrega, o que lerdou um pouco a entrega dos livros (da antiga uma semana para um mês) mas estou torcendo para que eles finalmente montem uma gráfica aqui no Brasil, como já foi ventilado, o que facilitaria e muito a nossa vida.

Bem, acho que por hoje é só. Um grande abraço a todos.

Volume II

Bem, diferente do que prometi, o volume II de “Crônicas” não saiu em Março, mas foi uma decisão em conjunto da minha editora comigo e, já até posso adiantar: o volume III sairá em julho, no mês de aniversário deste pobre escriba.

Mas não é do meu aniversário que se trata esse post, certo? Então vamos começar com algo legal, a capa:

Essa capa foi a segunda proposta que me foi enviada por minha editora, Noga e me agradou por que combina com o subtítulo do volume: Filhos.

Agora, sobre o conteúdo do livro. Bem, o volume II reúne dois textos, mostrando aventuras protagonizadas pela nova geração de aventureiros de Noritvy, filhos e sobrinhos dos heróis de “O Retorno”.

O deixei curioso, leitor? Ótimo, essa era a ideia. E, assim que for lançado, avisarei aqui e, como sempre, incluirei o link na barra do topo do site.

Março!

Desta vez não vou pedir desculpas pelo atraso, acredito que todos já estejam acostumados com os meus sumiços.

Pois bem, março chegou e, neste mês, se nada der errado, sairá o volume II de Crônicas. Quem estará estrelando esse novo volume? Bem, isso vocês só vão descobrir comprando e lendo o livro. Eu detesto “spoilers”, logo, porque eu colocaria um?

Além disso, hoje eu fiz algo que à muito tinha que fazer: reorganizei o link “Aonde Comprar” que tem na barra do topo, deixando-o mais dinâmico. Espero realmente que gostem.

E, por fim, adicionei, em versão .pdf e .mobi uma história curtinha que escrevi sobre o reino de Sudher, aquele que foi o mais famoso reino do continente de Noritvy. É só ir em extras e clicar em Material Complementar.

Um bom carnaval à todos!

Crônicas – Volume I

Sim, eu estava devendo esse post aqui. Por mais que já tivesse divulgado o novo livro no Face, eu estava em divida com o blog. Divida essa que finalmente vou conseguir saldar. Infelizmente fim de mês, plantões e outras coisas mais me enrolaram mas agora as coisas estão andando. E, bem, eis ai a capa do novo livro:

Bonita, não? Para variar devo reconhecer que minha editora Noga Sklar acertou a mão. Agora, se você não deseja julgar um livro só pela capa, caro leitor e deseja conhecer o conteúdo dele, bem, é bem fácil:

Para aqueles que gostam do bom e velho livro de papel, basta clicar aqui.

Para os afeitos ao Kindle, basta clicar aqui e começar a lê-lo em instantes 🙂

Um novo livro, como prometido

No ultimo post aqui, eu havia prometido um novo livro para dezembro e, como promessa é divida, está aqui ele:

Capa DRagões

Tá, a capa ficou bonita mas, do que se trata, podem perguntar alguns. Bem, eu poderia ficar horas e horas escrevendo sobre ele mas acho que ninguém teria paciência para ler, não é mesmo? Então deixo-lhes uma pequena sinopse:

“Navegando num universo mágico, em pleno Rio de Janeiro do século XXI, uma intrépida equipe de jovens heróis sob o comando de dragões ancestrais, protetores da Terra, combate a ameaça do mal enquanto se prepara para a vida adulta, através dos poderes da magia e do poder do amor.”

Ficaram curiosos? Espero que sim. Para adquiri-lo em papel, apenas clique aqui ou, se és da turma do Kindle, clique aqui

Um mês?

Não posso dar data precisa, pois esta ainda não me foi passada por minha querida editora, Noga Sklar, mas, a principio, caros leitores, em setembro estará sendo lançado “Crônicas de Noritvy”, um livro de contos que mostrará o destino de vários personagens de “O Retorno” e introduzirá muitos novos personagens.

E, tudo indica, terá duas ilustrações do meu grande amigo e colaborador de longa data, Nikolas Guilbor.

Bem, quem viver, verá, ou melhor, lerá, não é mesmo?

Um grande abraço e um bom domingo à todos!

Bandeiras e Brasões

Brasões e Bandeiras

Após falar dos brasões das famílias, hoje vou falar sobre a criação das bandeiras e dos brasões dos reinos e de suas capitais. Este é o post que eu disse que tinha que ter vindo antes do post anterior mas que eu resolvi inverter a ordem. E vocês já saberão o porque em breve.

Arlon & Erdan: Impossível falar de um sem falar de outro e, sendo assim, falarei dos dois ao mesmo tempo. Arlon tem o único brasão descrito em “O Retorno” e, ainda assim, mal e porcamente: eu apenas falo que é dividido em quatro campos, reunindo o azul da rainha com o vermelho e branco do rei e com a rosa da rainha no campo superior direito do brasão.

Na hora de passa-lo para o papel, bem, aí foi mais complicado. De cara eu havia decido que o brasão dos Fornorimar (a família do rei) seria uma fortaleza amarela e decidi que ela e a rosa da rainha ficariam em diagonal e ambos sob campos azuis.

Restava então o vermelho e branco do rei. No desenho original, em menores dimensões e com pior resolução gráfica, eu coloquei os dois campos restantes como brancos com uma borda vermelha e, aparentemente ficara bom.

Feito o brasão de Arlon, decidi bolar o de Erdan. Se o de Arlon era dividido em quatro campos, o de Erdan seria dividido em dois. Se o de Arlon era azul, vermelho e branco, decidi que o de Erdan seria verde, vermelho e branco, com o verde fazendo referencia à fertilidade das terras do reino. E assim o brasão de Erdan ficou sendo um brasão dividido em dois onde a metade esquerda (de quem olha) era verde, lisa e a outra branca com uma borda vermelha (como em Arlon) com o castelo dourado do rei no centro.

Algum tempo se passou, lancei o livro, comecei a bolar o site e resolvi refazer o brasão usando imagens heráldicas vetoriais que eu achara na internet.

Quando eu refiz o brasão de Arlon, de cara o campo branco com borda vermelha não me agradou muito mas eu resolvi manter. Agora, quando refiz o de Erdan, bem, com o perdão da má palavra, ficou uma merda. E resolvi, por falta de idéia melhor, que ele passaria a ser meio verde, meio vermelho, sem branco.

Um pouco frustado com os brasões, resolvi desenhar as bandeiras para me distrair. Enquanto eu nao conseguia chegar à um formato definitivo para a bandeira de Arlon, a de Erdan foi simples: uma bandeira com três listras, a superior verde, a do meio branca e a inferior vermelha, num tom mais escuro que o do brasão , onde o verde representaria a prosperidade, o branco a paz e o vermelho escuro o sangue que precisou ser derramado para alcançar os dois primeiros. Desenhado tudo, olhei e pensei: “pqp, ta parecendo a bandeira da Hungria” mas, como eu gosto da bandeira húngara, mantive o desenho e passei a me ocupar dos brasões e da bandeira de Arlon.

Acontece que, pesquisando por idéias na internet, não me lembro por que, eu abri uma imagem do brasão da Hungria e um estalo me ocorreu. Em vez do campo branco com borda vermelha ou do campo todo vermelho, porque não usar um campo listrado vermelho e branco? E antes que me perguntem, o brasão da Hungria é dividido em dois campos verticais onde o campo da direita do brasão é vermelho e branco listrado e o da esquerda vermelho com colinas verdes na base e uma cruz branca fincada no topo destas.

Para não ficar uma copia total, mantive o campo verde todo verde e à direita do brasão de Erdan e o campo listrado à esquerda com o castelo no centro.

Apliquei o padrão listrado no brasão de Arlon e esse ficou igualmente bom. Tendo aprontado os dois brasões e a bandeira de Erdan, faltava apenas a bandeira de Arlon. E, acreditem, não foi fácil.

Eu fiz 12 modelos de bandeira antes de escolher um, com a ajuda do meu irmão e do meu amigo e colaborador Nikolas. Tentei padrões de listras diagonais, cruzes centrais (como a da bandeira inglesa), cruzes nórdicas (como a da bandeira sueca) usei vermelho e branco, vermelho, azul e branco e até vermelho, branco e amarelo e nada.

Por fim, pensei: “Se Erdan é a Hungria, por que não Arlon ser a Áustria?” Desenhei uma bandeira com três listras horizontais iguais, duas vermelhas e uma branca, onde as vermelhas representariam as montanhas que cercam o reino e a branca o vale onde o reino fica e, dentro do campo da “homenagem ao antigo reino do sul de onde veio a rainha” acrescentei duas finas faixas azuis separando as faixas vermelhas da branca.

Reino Alado: para contrastar com o vermelho e branco abundante em Erdan e Arlon, de cara decidi que as cores do Reino Alado seriam o verde e o amarelo.

O brasão da capital alada tem uma concepção simples: uma águia dourada (que representa o povo) surgindo de trás de colinas verdes (que representam as montanhas onde se situa o reino) e uma coroa aos pés da águia, representando o poder real.

A bandeira foi mais simples ainda mas me agradou profundamente e é até hoje uma das minhas favoritas: uma águia dourada, no estilo usado pelas legiões romanas num fundo verde com uma borda dourada. Simples mas funcional, não?

Griffia: para o reino dos bravos anões cavaleiros de grifos, escolhi as cores cinza e amarelo, uma combinação não usual, com o cinza representando as rochas da cordilheira central (onde fica o reino) e o amarelo a riqueza extraída desta.

O brasão da capital, Tilania, é dividido em quatro campos, dois cinzas e dois amarelos, onde, nos campos cinzas, se vê dois machados dourados cruzados e, em cada um dos amarelos, um grifo cinza.

A bandeira de Griffia é simples: dividida em dois campos verticais, um cinza e um amarelo, com um grifo em cada campo, na cor do campo oposto e encarando o outro grifo. De todas é a que menos me agrada mas, por outro lado, não consegui pensar em nada diferente.

Reino das Montanhas Negras: o outro reino dos anões. Para este escolhi as cores negra (referencia obvia ao local onde ele fica) e dourado, como símbolo de prosperidade.

Assim como na maioria dos casos, primeiro eu criei o brasão, no caso, da capital, a cidade subterrânea de Negrurian. O brasão é dividido em uma área dourada, inferior e uma negra, superior, na proporção 2:1, com a diferença de que, em vez de fazer uma linha reta separando as duas cores, optei por fazer um denteado, como se houvessem montes dourados penetrando o negro ou estalactites negras penetrando o dourado. E a idéia desse desenho é dupla, com a linha denteada representado tanto a fortuna acumulada pelos anões sob os seus tetos de rocha negra quanto as estalactites que descem do teto.

Na faixa negra optei por pôr duas ferramentas douradas cruzadas, representando o trabalho anão e, na dourada, optei por pôr uma roda dentada negra, representando a engenharia anã.

A bandeira é simples mas como eu imagino os anões das montanhas negras como um povo simples, combina com eles. Ela é toda negra, com borda dourada e as mesmas ferramentas presentes na faixa negra do brasão de Negrurian.

Acho que por hoje é só leitor. E sim, desta vez não coloquei links para os brasões, mas por um bom motivo: se fores na barra do topo do blog e apertares em “Extras”, surgirá varias opções, dentre elas “Bandeiras” e “Heráldica” onde poderás ver os brasões dos quais falei aqui.

Até um outro dia!

Ps: se quiseres perguntar algo ou comentar qualquer coisa, é só escrever aqui embaixo!

As casas de Noritvy

Na verdade, na verdade, esse post aqui esta fora de ordem. Antes de escrever sobre os brasões das principais famílias do continente, eu deveria falar dos brasões dos reinos pois, como verão abaixo, muitos estão intimamente correlacionados aos símbolos dos principais reinos do continente de Noritvy, mas me deu vontade de fazer o contrario.

Bianchi: é obvio que esse seria o primeiro brasão do qual eu falarei. O brasão dos Bianchi, como pode ser visto aqui, é azul, com uma cruz branca e uma rosa vermelha cruzada por cima. O brasão está intimamente associado à história do casal que fundou a casa no continente de Noritvy, trazendo a cruz como símbolo da fé introduzida por ele e a rosa como o presente que ele deu à ela. Inicialmente eu pensei em um brasão branco, uma vez que esse é o significado de Bianchi mas achei que ficaria um tanto “pobre”. Como azul é a cor dos detalhes da armadura do Cavaleiro Branco e o primeiro a usa-la foi justamente o fundador da casa, achei que tinha à ver.

Fornorimar: este é o brasão que justifica aquele parágrafo inicial. Quando estava escrevendo “O Retorno” e bolei o brasão do Reino de Arlon, de cara defini que as cores dos Fornorimar seriam branco e vermelho mas eu nunca havia pensado em como seria o brasão propriamente dito. Só parei para pensar nisso quando comecei a refazer os brasões dos reinos com imagens vetoriais. Inicialmente o brasão de Arlon era dividido em quatro campos, com dois azuis, nas cores dos Bianchis e dois que seriam brancos com borda vermelha mas, na hora de passar pro vetorial, ficou feio, assim optei pela padrão listrado vermelho e branco. Na hora de desenhar o brasão, foi simples: o padrão listrado no fundo, o castelo, que eu havia definido como o símbolo da casa Fornorimar, devido às fortalezas fundadas por eles e duas espadas cruzadas atras. Ah, o brasão pode ser visto aqui.

Ralit: embora eu fale muito pouco da casa de Ralit em “O Retorno”, é uma casa que criei para ser a casa rival dos Bianchi. Como é uma família de cavaleiros, adotei o cavalo como símbolo deles e, para fazer contraste para o azul dos Bianchis, adotei o vermelho como cor de fundo. Os raios no brasão, que se vê aqui, eu acrescentei após escrever o texto sobre as espadas lendárias (que faz parte do livreto “Noritvy: Material Complementar” que pode ser baixado na seção de Extras aqui do site) quando defini qual seria a arma lendária dos Ralit.

Tull: a casa de Tull é a casa governante do povo alado e, quando eu comecei a criar as bandeiras dos reinos e seus respectivos brasões, decidi que as cores do Reino Alado (o reino dos ahatars) seriam o verde e o amarelo e que o animal símbolo deles seria a águia. Assim é normal que o brasão da casa de Tull tivesse todos esses elementos. Alias, o brasão pode ser visto aqui.

Assus: outra casa pouco citada em “O Retorno” (para não dizer não citada), comanda o reino dos anões cavaleiros de grifos, por isso, no seu brasão, coloquei dois grifos amarelos junto de um martelo, como podem ver aqui.

Petrin: a outra casa real dos anões, a casa de Petrin governa o reino subterrâneo das Montanhas Negras, que, na minha concepção, seria um reino de escultores e artesãos, por isso, no brasão, como pode ser visto se clicar aqui eu usei ferramentas de escultor e as cores negra e amarela, que defini sendo as cores do reino das Montanhas Negras.

Aquamarine: essa casa, que não é citada em “O Retorno” surgiu por causa do brasão. Sim, é serio. Eu estava “brincando” de criar brasões, procurando imagens vetoriais adequadas quando encontrei um desenho bem legal de uma ancora dourada. Acrescentei ondas ao fundo, dois leões marinhos e “voi lá”, criei o brasão que eu acho o mais bonito de todos (e que vocês podem conferir clicando aqui). Diante de um brasão legal eu pensei que a família merecia uma história legal e assim, estabeleci que o fundador do clã, o primeiro Duque de Aquamarine seria um filho bastardo do segundo rei de Sudher (ou seja, um Bianchi) com uma elfa nobre casada, o que faria deles um ramo colateral e parente distantes da casa de Bianchi, ou seja, de Lucca e cia. E se ficastes curioso sobre eles, leitor, saiba que abordarei mais essa casa em historias que pretendo lançar futuramente.

E ai? De qual brasão você gostou mais, leitor? De qual família queres saber mais? Deixe seu comentário e, dentro do possível, responderei à todas as perguntas.

O significado dos nomes – parte 2

Oi, olha eu aqui “traveis”. Como foi prometido por mim, retorno aqui para contar a origem de outros nomes. Antes de tudo tem algumas coisa que eu tenho que dizer (ou escrever, como preferirem). Eu, desde moleque, sempre fui fã de aliterações, ou seja, quando há repetições de sons consonantais, uma figura de linguagem muito usada em poemas. Além disso, um dos escritores que mais me marcou foi Pedro Bandeira com a sua serie de livros “Os Karas”.

“Os Karas” era uma serie de livros que mostrava um grupo de colegiais (justamente “Os Karas”) que desvendavam crimes. E uma das maneiras que eles tinham de se comunicar sem que os adversários entendessem era o código Tênis-Polar, que não era bem uma aliteração mas que usava um principio parecido: sobrepondo as duas palavras, que possuem o mesmo número de letras, vogais e consoantes e nas mesmas posições, eles promoviam uma troca de letras, onde o T virava P, o E virava O e vice versa e assim iam ao longo das cinco letras.

Mas porque eu escrevi tudo isso? É que para poderem entender a escolha de alguns nomes eu precisava explicar isso. Agora, sem enrolação e vamos aos nomes.

Siegfried (ou só Sieg mesmo): bem, meio que já expliquei o porque deste nome no post anterior. A diferença é que o meu Siegfried tem uma vida muito menos sofrida e triste do que seu homônimo famoso. Além disso, é um nome que transmite bem o que é o personagem (ou ao menos assim eu acho): forte, experiente e sábio.

Liliana: esse é um nome que embora não tenha sido criação minha, é um nome que simplesmente me ocorreu quando bolava a personagem. É um nome que me passa força mas de uma maneira suave, como a personagem. Alias, Liliana é um nome latino e que significa lírio segundo algumas fontes e, como eu gosto de nomes derivados de elementos da natureza, isso só me fez ter mais certeza da minha escolha.

Ardriel: bem, esse nome foi bolado por mim. Eu queria um nome aristocrático, que soasse diferente, algo “incomum” visto que seria um nome “elfico”. O significado que eu bolei para ele, no meu “elfico antigo” seria Claridade Vitoriosa, onde “ar” seria claridade e “driel” vitoriosa. Sim, no meu cenário o elfico se escreveria na ordem latina, ou seja, primeiro o substantivo e depois o adjetivo. Mas, não se enganem, na verdade o nome é uma mistura do nome de duas elfas famosas dos livros do Professor Tolkien. Alguém consegue descobrir quem são?

Ahmadriel e Ahmawen: as irmãs rainhas. Esses nomes sim foram bolados totalmente por mim, sem mistura de nada. Depois de bolar o nome da Ardriel e o significado para este, peguei gosto por isso e resolvi usar o radical -driel de novo. Ai vem a aliteração da qual falei no topo. Eu gosto de gêmeos com nomes parecidos. É algo pouco criativo, eu sei mas eu gosto. Então eu fiz uma aliteração no inicio do nome delas e só mudei o radical do final, criando assim o nome delas. Ahmadriel significaria, no idioma antigo dos elfos de Noritvy, paz vitoriosa enquanto Ahmawen significaria paz duradoura.

Tauron e Tiron: os irmãos reis. De novo, irmãos gêmeos com nomes parecidos e bolados cem por cento por mim. O primeiro nome que criei foi Tiron. A partir dele e usando uma simples troca de letras tentei todas as vogais no lugar do i, no melhor estilo “Tenis-Polar”: Taron, Teron, Toron e Turon. Desses o que mais me agradou, inicialmente, foi Teron mas mesmo esse não agradava. Ai, pesquisando outra coisa, dei de cara com a palavra “Taurus”, ou seja, touro, uma palavra que transmite força e então pensei: por que não misturar as duas coisas e, assim, surgiu Tauron: uma mistura de Tiron com Taurus. E, ao meu ver, acabou ficando adequado pois, para mim, o nome Tiron transmite uma sensação mais calma enquanto Tauron transmite força ou ao menos assim me parece.

Galawel: a primogênita de Lucca e filha adotiva de Ardriel. Outro nome bolado por mim e, originalmente, seria Galawen mas achei que Galawel soava melhor. E, na hora de bolar o significado, defini que este seria “beleza salvadora”, o que tem a ver com o passado dela e, principalmente, com o passado da mãe dela (que ainda vou explicitar, por isso nada de spoilers).

Eukhadi: pode parecer estranho uma vez que o personagem é negro mas eu tirei o nome de “Euskadi”, ou seja, Pais Basco em basco. Achei que dava um bom nome de mago e, por ser o único personagem negro entre os personagens de destaque eu queria um nome bem diferente do resto, indicando ele ser proveniente de outro lugar, de outra cultura.

Por fim, sei que não são nomes de personagens mas o nome dos reinos principais, Erdan e Arlon surgiram de maneira parecida com a que surgiu o nome dos reis que os governam. O primeiro nome que bolei foi Erdan, à mais de dez anos atrás e não me lembro mais se tive inspiração em alguma coisa ou não. Já Arlon surgiu dentro do esquema “Tenis-Polar”. Se repararem, ambos os nomes tem o mesmo número de letras, o mesmo número de vogais e consoantes e tanto o r quanto o n estão na mesma posição.

Bem, espero, sinceramente, que tenham gostado da explicação da origem dos nomes. Em breve pretendo voltar aqui com a explicação do nome e dos símbolos dos principais reinos.

Abraços e um bom fim de semana para todos!

O significado dos nomes

Já me perguntaram mais de uma vez como um autor escolhe o nome dos seus personagens. Cada um tem sua técnica. Eu, particularmente, imagino primeiro personagem para depois escolher um nome que combine com ele, isso na maioria das vezes pois tem vezes que eu acabo tendo branco e acabo tendo que recorrer à ajudas de alguns amigos/colaboradores (Nicolas, Adriana, Miguel e Marina são os que eu normalmente alugo).

Hoje eu vou falar um pouco mais dos quatro protagonistas de “O Retorno”, de como escolhi o nome deles e de como construí a personalidade deles.

Lucca: apesar dos que dizem o contrario, não escolhi o nome por ter o mesmo significado que o meu e tão pouco baseei o personagem em mim. Alias, teria que ser muito egocêntrico para fazê-lo. Lucca, não com esse nome, é um personagem que já habitava minha imaginação muito antes de eu começar a bolar “O Retorno”.

Desde moleque sempre fui de livros que contavam aventuras de “capa e espada”. Dois que particularmente marcaram a minha infância foram “Os três mosqueteiros” do genial Alexandre Dumas e “A espada de Siegfried” de Katharine Scherman, uma versão mais juvenil da história do “Anel dos Nibelugos”. Além disso era fã das historias dos cavaleiros do Rei Arthur. Assim Lucca, nada mais é do que o herói que eu gostaria de ser na minha infância, um cavaleiro numa armadura brilhante, pronto para enfrentar feras terríveis e salvar damas em perigo. Claro que em “O Retorno” ele demonstra um lado bem humano pois heróis perfeitos, vamos convir, são muito chatos.

E nome é por minha causa? Não, a escolha do nome surgiu quando, visitando uma pagina com significado de nomes na internet eu descobri que Lucca/Luca/Lucas e mesmo Lúcio tem o mesmo significado: iluminado, luminoso pois derivariam da palavra latina “Lux” que significa luz.

Quando vi isso, o personagem ganhou seu nome. Mas isso não me impediu se ter um pé atras, de temer que as pessoas confundissem o Lucca personagem com o Lucas autor, a ponto de cogitar lançar o livro com um pseudônimo, idéia da qual fui dissuadido pela minha querida editora, Noga Sklar.

Ah, uma curiosidade: Luke, nome do protagonista do clássico “Guerra nas Estrelas” nada mais é do que a forma inglesa de Lucas, que, por sua vez, vem à ser o segundo nome do diretor do filme, George Lucas.

Bernardo: é um nome que me agrada, gosto do som, quase foi o meu nome pois, quando nasci, meus pais estavam em duvida entre Lucas e Bernardo. Assim, quando criei o Bernardo, visando ele ser um contra ponto ao Lucca, resolvi batiza-lo com um nome que foi um “contra ponto” ao meu na cabeça dos meus pais.

Se Lucca é um cara mais serio, mais na dele, devido à tudo que já viveu, Bernardo é mais leve, mais debochado, não tendo paciência com formalidades, é aquele cara que perde o amigo mas não perde a piada. Mas, ao mesmo tempo, é um companheiro fiel, dedicado e que está disposto à ir até o fim por aquilo que acredita e por aqueles que ama.

Renata: outro nome que me agrada, afinal não ia usar um nome que achasse feio, não é mesmo? Escolhi Renata pois desde o inicio defini na minha cabeça que a namorada de Bernardo só o chamaria de “Bê” e assim quis um nome que rendesse à ela um apelido parecido e assim foi formado o casal “Bê e Rê”.

A personalidade de Renata foi criada para completar a de Bernardo. Se ele é mais “falastrão” e inconseqüente no que fala, ela, por sua vez, é calada e super educada, puxando a orelha do namorado sempre que este passa dos limites.

Rubi: deixei por fim Rubi, justamente por ser ela a protagonista do livro, junto com Lucca. Sim, a “mocinha”, se “O Retorno” fosse uma novela, seria justamente ela, embora o par romântico de Lucca seja Ardriel. Quando bolei a Rubi, inicialmente, nenhum nome me vinha à cabeça. Ocorre que, na época que eu comecei a rascunhar a versão de “O Retorno” que acabou sendo publicada, estava passando a novela “Kubanacan” onde havia uma personagem chamada Rubi, que era interpretada pela ótima Carolina Ferraz e que era uma mulher corajosa, um pouco pavio curto e boa de briga.

Bem, essas eram algumas das caraterísticas da personagem que eu havia bolado, então acabei pegando o nome “emprestado”. A minha Rubi é uma garota de 16 anos, romântica sonhadora, um tanto insegura com relação à sua aparência mas disposta à tudo para ajudar os amigos. Essas características a faz entrar em confronto algumas vezes com Lucca, por serem demasiadamente iguais em certos aspectos e totalmente opostos em outros mas, no fim, a amizade deles acaba falando mais alto.

Por hoje vou ficar por aqui mas até semana que vem eu prometo voltar com a origem do nome de alguns dos principais coadjuvantes de “O Retorno”.