Extras

Março!

Desta vez não vou pedir desculpas pelo atraso, acredito que todos já estejam acostumados com os meus sumiços.

Pois bem, março chegou e, neste mês, se nada der errado, sairá o volume II de Crônicas. Quem estará estrelando esse novo volume? Bem, isso vocês só vão descobrir comprando e lendo o livro. Eu detesto “spoilers”, logo, porque eu colocaria um?

Além disso, hoje eu fiz algo que à muito tinha que fazer: reorganizei o link “Aonde Comprar” que tem na barra do topo, deixando-o mais dinâmico. Espero realmente que gostem.

E, por fim, adicionei, em versão .pdf e .mobi uma história curtinha que escrevi sobre o reino de Sudher, aquele que foi o mais famoso reino do continente de Noritvy. É só ir em extras e clicar em Material Complementar.

Um bom carnaval à todos!

Novo conteudo

Oia eu aqui traveis. Não, infelizmente ainda não tenho prazo para o lançamento do novo livro, por fatores que me escapam ao controle. Ao mesmo tempo, acabei de atualizar o arquivo “Noritvy Material Complementar” na aba de “Extras”.

É só baixar e aproveitar 🙂

O nascimento de um mundo – Parte 2

Finalmente retorno com a prometida parte dois de “O nascimento de um mundo”. E não se espantem, será um post bem mais curto do que o primeiro, até porque naquele eu acabei me desviando um pouco do foco original do post, que era falar da geografia do continente e eu acabei falando de geopolítica.

Antes de falar um pouco mais sobre o resto do mundo de Noritvy, deixa eu terminar de falar sobre o continente de Noritvy. Para aqueles que leram o post anterior e compararam as informações dadas por mim com o mapa, verão que eu nada disse sobre o que existe ao sul do deserto e é proposital. Até hoje a única coisa que defini sobre lá é que tem uma geografia no melhor estilo “savana africana” e que lá habitam os negros no continente. Como eu não tive, até agora, uma boa ideia de como preencher aquela região, optei, de maneira proposital, não aborda-la nos contos e historias que estou escrevendo para não “gastar” uma grande região como uma ideia ruim. Mas tenham certeza de que, assim que eu tiver uma  boa ideia sobre aquela região, eu a usarei e a divulgarei.

Com relação ao resto do mundo. Bem, em alguns contos inéditos eu já tinha falado, por alto, da existência de terras à leste e à oeste de Noritvy mas nunca havia chegado a pensar numa geografia em especifico para elas. Imagina varias ilhas à oeste, um grande continente à leste e só.

Para desenhar essas porções de terras, bem, recorri à mesma estratégia já feita antes: abri um grande arquivo em branco e desenhei à mão livre. E assim surgiram as Terras Ocidentais e o Grande Continente de Orbi.

Sobre a geopolítica dessas duas áreas não há muito o que ser dito pois pouco ainda foi planejado por mim. Em Orbi, o que defini é que terá pontos onde a cultura lembrara a cultura eslava, em outros as culturas asiáticas (japonesa, chinesa e mongol, principalmente), fazendo um pouco de paralelismo com o continente asiático da Terra, onde você tem o norte dominado pela Rússia, com uma cultura “eslavo-cristã-ocidental” e mais ao sul, culturas tipicamente “asiáticas”. Não que eu vá respeitar essa divisão geográfica em Orbi. E, ao mesmo, tempo, quanto aos seres humanos desta região, bem, já defini que terão asiáticos, ocidentais e mesmo elfos, embora esses em pequena proporção e mais na costa oeste.

Quanto às Terras Ocidentais, bem, as únicas coisas que defini é que são habitadas  por povos cujo aspecto físico lembra os polinesios e o ameríndios aqui da Terra, variando de ilha para ilha e que culturalmente também lembraram, com uma cultura mais alegre, com uma alimentação com muitas frutas e um espírito bem tropical. Não, não terá ninguém dançando hula hula lá ou o haka mas algo bem próximo sim. Além disso, as ilhas ocidentais abrigam os últimos halflings deste mundo, mortos em Noritvy por se levantarem contras os dragões.

Alias, por falar em dragões, bem, é justamente nas Terras Ocidentais e em Orbi que vivem os últimos exemplares dessa magnifica espécie. Nas Terras Ocidentais moram os dragões verdes, brancos e prateados que governam algumas das ilhas maiores, sendo reis justos e amados pelo povo. Se olharem no mapa, verão que existe uma ilha com uma montanha solitária ao norte das Terras, é nessa ilha que habitam os dragões verdes. Já em Orbi vivem os dragões dourados e os azuis (o clã de dragões mais poderoso de todos) mas que, diferente dos dragões das Terras Ocidentais, optaram por morar isolados nas montanhas que existem ao centro de Orbi, só interferindo quando acham que é necessário fazê-lo e sempre visando o que é melhor para todo o mundo de Noritvy.

Resumindo um pouco esses dois posts, posso dizer que para traçar a cultura do continente de Noritvy, misturei um pouco de Europa, África e Oriente Medio, enquanto Orbi seria a própria Ásia e as Terras Ocidentais um pouco América, um pouco Polinésia.

 

Mais material

Sim, estou devendo a segunda parte de “O nascimento de um mundo” mas, infelizmente, não é hoje que vou posta-la. Ao mesmo tempo, se forem em “Extras”, coloquei um novo arquivo em “Material Complementar” com mais material sobre Noritvy.

O nascimento de um mundo

Bem, com prometido no penúltimo post aqui, hoje volto para falar um pouco mais do mundo de Noritvy em si, deixando o futebol de lado.

Sabe, o curioso é que, enquanto eu escrevia “O Retorno” e mesmo antes, quando eu ainda estava rascunhando a historia que se passaria antes de “O Retorno” que eu acabei deixando de lado (e que sim, pretendo publicar um dia), eu nunca me peguei pensando em como seria o mundo onde a historia se passaria. Pensava em Arlon com grandes campinas verdejantes, em Erdan com seus campos férteis cortados vários rios e só. Na verdade nem pensava em outros reinos (tanto que pouco, ou, para ser preciso, quase nada é dito deles no livro), não me preocupava com isso.

Acontece que em 2005 (sim, à longos oito anos!) eu comecei a bolar um site para promover os personagens deste mundo de fantasia que eu começara a criar. Naquela época, a única coisa que eu tinha escrito era a primitiva primeira versão de “O Retorno” e o conto “Irmãs” (que dentro em breve vocês terão a chance de desfrutar (mas isso é assunto para outro post) mas já tinha pensado em vários personagens, varias historias e o continente de Noritvy começava a surgir embora ainda não tivesse uma forma precisa.

Conversando com um amigo virtual, Rodolfo Avarellos, eu comentei com ele a situação, a minha incapacidade de definir o formato do mundo e a minha falta de talento com o Photoshop (e congêneres). Foi ai que ele veio me salvar. Ele sugeriu que eu abrisse um arquivo em branco bem grande no Adobe, selecionasse a ferramenta lápis e desenhasse de olhos fechados para ver o que sairia. E saiu o mapa que vocês já conhecem (ou quase).

E, sabem, foi bom, pois eu gostei do resultado (se não tivesse gostado eu não usaria, né?) e, o mais importante, ao menos para mim, é que ele saiu bem irregular, bem natural, afinal, continentes são massas de terra que sofrem erosão, efeitos de marés, ventos, etc, não tem como ser uma forma geométrica perfeitinha, não é mesmo?

Definido o mapa, o passo seguinte foi onde colocar Arlon e Erdan. As características de cada reino estavam mais ou menos definidas, com Arlon sendo um grande vale verde de clima ameno, cortado por um grande rio e no meio de duas cordilheiras e Erdan ficando mais ao sul, num delta fértil e com clima mais quente.

Colocado os dois e desenhado os rios e as cordilheiras, resolvi acrescentar desertos, mais rios e o mapa finalmente tomou forma. Faltava agora ocupa-lo. Aqueles que leram “O Retorno” sabem que o livro se passa basicamente em Arlon e Erdan e, até então eu não havia pensado em mais nenhuma nação. Desenhando o mapa, me veio o estalo do Reino Alado, de onde coloca-lo, uma vez que ele era citado no livro mas de maneira muito rápida. Fora isso, nada eu bolara e nada tão cedo eu bolaria. Tanto que no mapa de 2005, na legenda dele, dizia que, fora os três reinos, haviam apenas varias cidades estado espalhadas pelo continente.

Varias cidades estado é algo que soa como uma solução preguiçosa, não? E de fato havia sido. Mesmo nos poucos contos escritos por mim no período entre 2005 e 2011, eu ainda não abordava nenhum reino, me contentando com a solução preguiçosa mesmo. Isso começou a mudar quando comecei a preparar a versão do livro que foi publicada e, em paralelo à esta, o guia de material complementar de  Noritvy (cujo link para download se encontra na parte de extras do site) e começaram a brotar ideias de como ocupar melhor o mapa de Noritvy.

Primeiro aprofundei melhor a ideia da Confederação de Cidades Estado que fica na península oriental. Criei uma cidade líder, uma cidade fundadora, uma certa rivalidade e algum “background”.

Depois resolvi trabalhar no conceito dos reinos anões. Decidi de cara que, apesar de serem reinos da mesma raça, seriam reinos culturalmente opostos. A grande inspiração para Griffia, o reino dos anões cavaleiros de grifos, foi a cultura inca e andina, não que você vá encontrar um anão tomando chá de coca lá ou torcendo pelo Sporting Cristal. Na verdade me inspirei nas cidades elevadas deles, ligadas por estradas escavadas nas rochas e pontes de cordas, nas suas roupas coloridas e nas suas plantação em encostas. Os anões de Griffia encarnam bem o lado fanfarrão e expansivo do típico anão de jogo de rpg.

Já os anões  das Montanhas Negras, bem, são o inverso dos seus primos de Griffia e, embora, em parte, sejam realmente inspirados no lado mesquinho dos anões da obra do Professor Tolkien, também são inspirados numa fonte mais antiga, da qual o professor também bebeu: os anões dos mitos nórdicos, trancados em seus palácios, criando fungo atrás das orelhas sentados nas suas pilhas de ouro. Tá, tudo bem que os meus anões das Montanhas na verdade estão mais pro Zangado da Branca de Neve do que para o Andvari do mito nórdico mas acho que deu para captar a ideia, não?

Quando eu estava preparando a parte de religiões do guia de material complementar, tive a ideia de fazer uma religião de adoradores do sol com trajes inspirados nos árabes, uma ideia não muito original, uma vez eu joguei um jogo de rpg que tinha algo parecido mas eu gostei da ideia, fazer o que? E resolvi dar à eles uma cidade estado “sagrada” e, como no mapa eu ainda não havia citado nada na porção sul deste, decidi que ela ficaria na “porta de entrada” do grande deserto do sul, na beira do único rio permanente deste, quase uma cidade egípcia na beira do Nilo.

É, acho que já me estendi demais por hoje. E, acreditem, há mais o que falar. Por isso, semana que vem eu volto com “O nascimento de um mundo – parte 2”. Abraços e um  bom domingo!

 

Bandeiras e Brasões

Brasões e Bandeiras

Após falar dos brasões das famílias, hoje vou falar sobre a criação das bandeiras e dos brasões dos reinos e de suas capitais. Este é o post que eu disse que tinha que ter vindo antes do post anterior mas que eu resolvi inverter a ordem. E vocês já saberão o porque em breve.

Arlon & Erdan: Impossível falar de um sem falar de outro e, sendo assim, falarei dos dois ao mesmo tempo. Arlon tem o único brasão descrito em “O Retorno” e, ainda assim, mal e porcamente: eu apenas falo que é dividido em quatro campos, reunindo o azul da rainha com o vermelho e branco do rei e com a rosa da rainha no campo superior direito do brasão.

Na hora de passa-lo para o papel, bem, aí foi mais complicado. De cara eu havia decido que o brasão dos Fornorimar (a família do rei) seria uma fortaleza amarela e decidi que ela e a rosa da rainha ficariam em diagonal e ambos sob campos azuis.

Restava então o vermelho e branco do rei. No desenho original, em menores dimensões e com pior resolução gráfica, eu coloquei os dois campos restantes como brancos com uma borda vermelha e, aparentemente ficara bom.

Feito o brasão de Arlon, decidi bolar o de Erdan. Se o de Arlon era dividido em quatro campos, o de Erdan seria dividido em dois. Se o de Arlon era azul, vermelho e branco, decidi que o de Erdan seria verde, vermelho e branco, com o verde fazendo referencia à fertilidade das terras do reino. E assim o brasão de Erdan ficou sendo um brasão dividido em dois onde a metade esquerda (de quem olha) era verde, lisa e a outra branca com uma borda vermelha (como em Arlon) com o castelo dourado do rei no centro.

Algum tempo se passou, lancei o livro, comecei a bolar o site e resolvi refazer o brasão usando imagens heráldicas vetoriais que eu achara na internet.

Quando eu refiz o brasão de Arlon, de cara o campo branco com borda vermelha não me agradou muito mas eu resolvi manter. Agora, quando refiz o de Erdan, bem, com o perdão da má palavra, ficou uma merda. E resolvi, por falta de idéia melhor, que ele passaria a ser meio verde, meio vermelho, sem branco.

Um pouco frustado com os brasões, resolvi desenhar as bandeiras para me distrair. Enquanto eu nao conseguia chegar à um formato definitivo para a bandeira de Arlon, a de Erdan foi simples: uma bandeira com três listras, a superior verde, a do meio branca e a inferior vermelha, num tom mais escuro que o do brasão , onde o verde representaria a prosperidade, o branco a paz e o vermelho escuro o sangue que precisou ser derramado para alcançar os dois primeiros. Desenhado tudo, olhei e pensei: “pqp, ta parecendo a bandeira da Hungria” mas, como eu gosto da bandeira húngara, mantive o desenho e passei a me ocupar dos brasões e da bandeira de Arlon.

Acontece que, pesquisando por idéias na internet, não me lembro por que, eu abri uma imagem do brasão da Hungria e um estalo me ocorreu. Em vez do campo branco com borda vermelha ou do campo todo vermelho, porque não usar um campo listrado vermelho e branco? E antes que me perguntem, o brasão da Hungria é dividido em dois campos verticais onde o campo da direita do brasão é vermelho e branco listrado e o da esquerda vermelho com colinas verdes na base e uma cruz branca fincada no topo destas.

Para não ficar uma copia total, mantive o campo verde todo verde e à direita do brasão de Erdan e o campo listrado à esquerda com o castelo no centro.

Apliquei o padrão listrado no brasão de Arlon e esse ficou igualmente bom. Tendo aprontado os dois brasões e a bandeira de Erdan, faltava apenas a bandeira de Arlon. E, acreditem, não foi fácil.

Eu fiz 12 modelos de bandeira antes de escolher um, com a ajuda do meu irmão e do meu amigo e colaborador Nikolas. Tentei padrões de listras diagonais, cruzes centrais (como a da bandeira inglesa), cruzes nórdicas (como a da bandeira sueca) usei vermelho e branco, vermelho, azul e branco e até vermelho, branco e amarelo e nada.

Por fim, pensei: “Se Erdan é a Hungria, por que não Arlon ser a Áustria?” Desenhei uma bandeira com três listras horizontais iguais, duas vermelhas e uma branca, onde as vermelhas representariam as montanhas que cercam o reino e a branca o vale onde o reino fica e, dentro do campo da “homenagem ao antigo reino do sul de onde veio a rainha” acrescentei duas finas faixas azuis separando as faixas vermelhas da branca.

Reino Alado: para contrastar com o vermelho e branco abundante em Erdan e Arlon, de cara decidi que as cores do Reino Alado seriam o verde e o amarelo.

O brasão da capital alada tem uma concepção simples: uma águia dourada (que representa o povo) surgindo de trás de colinas verdes (que representam as montanhas onde se situa o reino) e uma coroa aos pés da águia, representando o poder real.

A bandeira foi mais simples ainda mas me agradou profundamente e é até hoje uma das minhas favoritas: uma águia dourada, no estilo usado pelas legiões romanas num fundo verde com uma borda dourada. Simples mas funcional, não?

Griffia: para o reino dos bravos anões cavaleiros de grifos, escolhi as cores cinza e amarelo, uma combinação não usual, com o cinza representando as rochas da cordilheira central (onde fica o reino) e o amarelo a riqueza extraída desta.

O brasão da capital, Tilania, é dividido em quatro campos, dois cinzas e dois amarelos, onde, nos campos cinzas, se vê dois machados dourados cruzados e, em cada um dos amarelos, um grifo cinza.

A bandeira de Griffia é simples: dividida em dois campos verticais, um cinza e um amarelo, com um grifo em cada campo, na cor do campo oposto e encarando o outro grifo. De todas é a que menos me agrada mas, por outro lado, não consegui pensar em nada diferente.

Reino das Montanhas Negras: o outro reino dos anões. Para este escolhi as cores negra (referencia obvia ao local onde ele fica) e dourado, como símbolo de prosperidade.

Assim como na maioria dos casos, primeiro eu criei o brasão, no caso, da capital, a cidade subterrânea de Negrurian. O brasão é dividido em uma área dourada, inferior e uma negra, superior, na proporção 2:1, com a diferença de que, em vez de fazer uma linha reta separando as duas cores, optei por fazer um denteado, como se houvessem montes dourados penetrando o negro ou estalactites negras penetrando o dourado. E a idéia desse desenho é dupla, com a linha denteada representado tanto a fortuna acumulada pelos anões sob os seus tetos de rocha negra quanto as estalactites que descem do teto.

Na faixa negra optei por pôr duas ferramentas douradas cruzadas, representando o trabalho anão e, na dourada, optei por pôr uma roda dentada negra, representando a engenharia anã.

A bandeira é simples mas como eu imagino os anões das montanhas negras como um povo simples, combina com eles. Ela é toda negra, com borda dourada e as mesmas ferramentas presentes na faixa negra do brasão de Negrurian.

Acho que por hoje é só leitor. E sim, desta vez não coloquei links para os brasões, mas por um bom motivo: se fores na barra do topo do blog e apertares em “Extras”, surgirá varias opções, dentre elas “Bandeiras” e “Heráldica” onde poderás ver os brasões dos quais falei aqui.

Até um outro dia!

Ps: se quiseres perguntar algo ou comentar qualquer coisa, é só escrever aqui embaixo!

As casas de Noritvy

Na verdade, na verdade, esse post aqui esta fora de ordem. Antes de escrever sobre os brasões das principais famílias do continente, eu deveria falar dos brasões dos reinos pois, como verão abaixo, muitos estão intimamente correlacionados aos símbolos dos principais reinos do continente de Noritvy, mas me deu vontade de fazer o contrario.

Bianchi: é obvio que esse seria o primeiro brasão do qual eu falarei. O brasão dos Bianchi, como pode ser visto aqui, é azul, com uma cruz branca e uma rosa vermelha cruzada por cima. O brasão está intimamente associado à história do casal que fundou a casa no continente de Noritvy, trazendo a cruz como símbolo da fé introduzida por ele e a rosa como o presente que ele deu à ela. Inicialmente eu pensei em um brasão branco, uma vez que esse é o significado de Bianchi mas achei que ficaria um tanto “pobre”. Como azul é a cor dos detalhes da armadura do Cavaleiro Branco e o primeiro a usa-la foi justamente o fundador da casa, achei que tinha à ver.

Fornorimar: este é o brasão que justifica aquele parágrafo inicial. Quando estava escrevendo “O Retorno” e bolei o brasão do Reino de Arlon, de cara defini que as cores dos Fornorimar seriam branco e vermelho mas eu nunca havia pensado em como seria o brasão propriamente dito. Só parei para pensar nisso quando comecei a refazer os brasões dos reinos com imagens vetoriais. Inicialmente o brasão de Arlon era dividido em quatro campos, com dois azuis, nas cores dos Bianchis e dois que seriam brancos com borda vermelha mas, na hora de passar pro vetorial, ficou feio, assim optei pela padrão listrado vermelho e branco. Na hora de desenhar o brasão, foi simples: o padrão listrado no fundo, o castelo, que eu havia definido como o símbolo da casa Fornorimar, devido às fortalezas fundadas por eles e duas espadas cruzadas atras. Ah, o brasão pode ser visto aqui.

Ralit: embora eu fale muito pouco da casa de Ralit em “O Retorno”, é uma casa que criei para ser a casa rival dos Bianchi. Como é uma família de cavaleiros, adotei o cavalo como símbolo deles e, para fazer contraste para o azul dos Bianchis, adotei o vermelho como cor de fundo. Os raios no brasão, que se vê aqui, eu acrescentei após escrever o texto sobre as espadas lendárias (que faz parte do livreto “Noritvy: Material Complementar” que pode ser baixado na seção de Extras aqui do site) quando defini qual seria a arma lendária dos Ralit.

Tull: a casa de Tull é a casa governante do povo alado e, quando eu comecei a criar as bandeiras dos reinos e seus respectivos brasões, decidi que as cores do Reino Alado (o reino dos ahatars) seriam o verde e o amarelo e que o animal símbolo deles seria a águia. Assim é normal que o brasão da casa de Tull tivesse todos esses elementos. Alias, o brasão pode ser visto aqui.

Assus: outra casa pouco citada em “O Retorno” (para não dizer não citada), comanda o reino dos anões cavaleiros de grifos, por isso, no seu brasão, coloquei dois grifos amarelos junto de um martelo, como podem ver aqui.

Petrin: a outra casa real dos anões, a casa de Petrin governa o reino subterrâneo das Montanhas Negras, que, na minha concepção, seria um reino de escultores e artesãos, por isso, no brasão, como pode ser visto se clicar aqui eu usei ferramentas de escultor e as cores negra e amarela, que defini sendo as cores do reino das Montanhas Negras.

Aquamarine: essa casa, que não é citada em “O Retorno” surgiu por causa do brasão. Sim, é serio. Eu estava “brincando” de criar brasões, procurando imagens vetoriais adequadas quando encontrei um desenho bem legal de uma ancora dourada. Acrescentei ondas ao fundo, dois leões marinhos e “voi lá”, criei o brasão que eu acho o mais bonito de todos (e que vocês podem conferir clicando aqui). Diante de um brasão legal eu pensei que a família merecia uma história legal e assim, estabeleci que o fundador do clã, o primeiro Duque de Aquamarine seria um filho bastardo do segundo rei de Sudher (ou seja, um Bianchi) com uma elfa nobre casada, o que faria deles um ramo colateral e parente distantes da casa de Bianchi, ou seja, de Lucca e cia. E se ficastes curioso sobre eles, leitor, saiba que abordarei mais essa casa em historias que pretendo lançar futuramente.

E ai? De qual brasão você gostou mais, leitor? De qual família queres saber mais? Deixe seu comentário e, dentro do possível, responderei à todas as perguntas.

Errata

Bem imagens corrigidas, quer dizer, falta só a ficha do reino mas farei amanhã. 🙂

O tempo e nós com ele

Já faz algum tempinho que não dou as caras por aqui e peço um milhão de desculpas.

Novidades? Bem, o “O Retorno” chegou a figurar entre os 100 livros mais vendidos da Amazon.com.br, batendo inclusive o Dan Brown. Parece pouca coisa (e talvez até seja) mas eu reconheço que fiquei babando. Sabe como é, né? É como ver um filho ganhando um torneio ou sendo parabenizado por um grande feito. É legal. É bem legal, na verdade!

Isso me deu até mais animo para continuar escrevendo o novo livro. Alias, quem eu quero enganar? Eu vou terminar o novo livro. Nem seja para posta-lo de graça aqui. Como se eu fosse desistir de escrever.

A unica coisa “feia”, da qual tenho que pedir desculpas é que eu descobri que um dos brasões heráldicos aqui disponíveis está desenhado errado. A besta deste escritor que vos escreve, caro leitor, conseguiu desenha-lo espelhado ao que descreve no livro. Eu sou muito burro às vezes. E já vou consertar. Assim que conseguir fazer meu adobe photoshop funcionar.

Um bom fim de fim de semana para você, caro leitor, pois amanhã eu já estou na labuta diária, dando um plantão no hospital.

Uma boa noite e até o próximo post.

Não paro!

Eu posso ter parado de postar aqui, infelizmente, mas não paro de trabalhar. Trago algumas novidades para vocês. Vamos à elas:

1- O livro de contos que erá a continuação de “O Retorno” está já praticamente pronto. Não tenho data nem previsão de lançamento, mas pronto já está 🙂

2- Já tem uma nova versão do guia “Noritvy: Material Complementar”  no ar, com o Vocabulário dos nomes incluído.

3- O outro projeto, citado no post anterior, segue avançando 🙂